O Cotidiano de Nova Friburgo no Final do Século XIX, Práticas e Representação Social

Maria Janaína Botelho Corrêa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No final do século XIX, o Rio de Janeiro vivia um verdadeiro inferno social em que grassavam epidemias de febre amarela, cólera, entre outras doenças, além da tuberculose, que ceifava milhares de vidas a cada ano. Os habitantes mais abastados do Rio fugiam dessas doenças, deslocando-se durante o verão, período em que a epidemia ocorria de forma virulenta, para as regiões serranas. Nova Friburgo, depois de Petrópolis, era o município que mais recebia esse afluxo de veranistas, que chegavam a passar seis meses na cidade, retornando ao seu torrão natal somente no final do mês de abril. Essa circunstância movimentou a economia da cidade, e o turismo chegou a superar a atividade econômica da agricultura, alterando profundamente a estrutura social e política da cidade.

 Essa riqueza atraiu ainda imigrantes portugueses, italianos, espanhóis, franceses e libaneses, além de indivíduos que a imprensa rotulava de vagabundos, ou seja, migrantes pobres que se deslocavam continuamente pelo país. Novas formas de sociabilidade foram introduzidas, e Friburgo passou a ter uma vida cultura intensa com a representação de óperas italianas, do teatro dramático português, do lundu e das modinhas dos circos, bem como a abertura de Cafés, charcuteries e do cinematógrafo.

Soirées e pic-nics eram promovidos pela elite para minimizar a monotonia dos seis meses em que os abastados cariocas permaneciam na cidade. Este livro retrata exatamente esse período, em que Nova Friburgo viveu a sua Belle Époque.

 

Tamanho:13,5x20,5; 504 páginas

Capa:Impressão em cores

Miolo/impressão:Impressão em preto e branco

Acabamento:Capa em papel cartão

Edição:2008

Diagramação e arte:Vitor Alcântara

Editoração:EDUCAM

Imagem da capa:Centro de documentação Pró Memória e Centro de documentação D. João VI de Nova Friburgo

Coordenação do projeto:Hamilton Magalhães Neto

Capa diagramação:Vitor Alcântara

Preço:40